segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mais atual do que nunca, Rede de Intrigas completa 40 anos



Em tempos de golpe midiático, nada melhor do que ver bons filmes sobre a nossa própria realidade. Pois muito que bem, depois de um tempo sem postar, eu aproveito o meu embalo com uns posts na página do Face sobre esse filme e agora escrevo um pouco mais sobre esse filmaço que eu considero um dos melhores que já vi na vida. Como alguns costumam falar quando analisam um filme, eu considero esse um exemplar semelhante a um relógio: cada peça, cada engrenagem tem o seu papel e seu valor, e todas fazem o seu trabalho maravilhosamente bem, criando uma conjunto único. Eu penso assim também sobre muitos filmes, como por exemplo o clássico A Malvada, que mesmo tendo temática bem diferente desse aqui mas só para ilustrar: eu acho um filme perfeito em todos os detalhes, desde o elenco primoroso até roteiro, direção e diálogos memoráveis. Aqui  também o roteiro, a direção, os atores e os diálogos mordazes juntos resultam nessa obra-prima que é Rede de intrigas. Não quero pagar de crítica super séria e nem quero fazer uma análise profunda, só vou discorrer um pouco sobre o porquê de eu achar esse filme tão incrível e importante, ainda mais hoje em dia e especialmente na época que estamos vivendo agora. 


Como eu fiz uma comparação meio tosca com um relógio, vamos meio que desmontar tudo e ir vendo cada parte desse filme para entende-lo como um todo. Eu assisti o filme há um tempinho, então talvez uma coisa ou outra eu não lembre bem etc mas vou fazer o meu melhor. Eu assisti há muitos anos pela primeira vez no TCM enquanto ele ainda passava filmes que poderíamos chamar de clássicos (mesmo esse sendo já dos anos 70 e talvez um dos últimos exemplares da New Hollywood e toda aquela rebeldia dos anos 60 que acabaria no fim da década de 70 que se aproximava). Tive o prazer de revê-lo há pouco mais de um ano durante a mostra Easy Riders que teve no CCBB justamente sobre a New Hollywood. Desde os anos 50 podemos notar que a verdadeira Era de Ouro de Hollywood já entrava em decadência. Os astros e divas dos anos 20, 30 e 40 já viviam um certo ocaso em suas carreiras, e os filmes já se mostravam diferentes, com temáticas mais ousadas. Muitos astros se aposentaram, alguns continuaram fazendo filmes com premissas ultrapassadas, outros se adaptaram aos novos tempos e faziam filmes mais alternativos, outros faziam filmes B pavorosos, ou um pouco de tudo isso. O certo é que nos anos 60 e 70 já nos deparamos com uma Hollywood mais ousada, que teria brotado daquela rebeldia da Juventude transviada simbolizada por James Dean ou pelo Selvagem de Marlon Brando, sem falar do Método de atuação mais realista que figurava no trabalho dos atores do período, além de Brando temos Montgomery Clift, Paul Newman, Marilyn Monroe, Al Pacino, Jane Fonda e assim por diante. No elenco de Network temos nomes que marcaram esse período do cinema como Faye Dunaway que marcou para sempre sua imagem nas telas do cinema como Bonnie Parker no clássico Bonnie & Clyde: Uma rajada de balas, um dos grandes expoentes da nova Hollywood no seu retrato da famosa dupla de ladrões de banco, deslocados na sociedade e sedentos de algo mais (lembro da cena que Bonnie/Faye assiste fascinada Gold Diggers of 1933, que era mesmo um musical daqueles para alegrar o povo durante a Depressão, e sai cantarolando), e como o próprio nome brasileira ilustra, uma rajada de balas e uma violência ainda nova e mesmo hoje com exemplos cada vez mais escabrosos, a cena final da morte do casal metralhado ainda espanta e deixa o plateia sem fala. Isso eu digo só para lembrar um pouco do contexto, e aproveitando que eu assisti Bonnie & Clyde na mesma mostra! Eu acho que Faye é uma atriz extremamente subestimada, e olhando sua carreira, ela esteve um grandes clássicos do cinema e foi uma das maiores atrizes da época e até hoje seu talento é impressionante: ela quase incorpora seus personagens, e atua com uma devoção que não se vê sempre. 



O ano é 1976, e na década de 70 eu percebo uma decadência já até mesmo desse espírito rebelde contra o sistema que eu mencionei, pelo menos o seu apogeu que perderia força na década seguinte (que já teríamos adolescentes rebeldes como os de John Hughes, aliás eles já são outra geração!). Continua aqui uma crítica poderosa, mas há muito cinismo, ironia e acidez, transitando entre o cômico e o trágico, tudo em um tom de sátira. Bom lembrar que foi nos anos 50 que a televisão começou a bombar de fato, e a tomar o lugar do cinema quanto à preferência do público, preferindo o conforto do lar com programas e até filmes antigos. Não posso deixar de lembrar da personagem da Jane Wyman em Tudo o que o Céu permite, que em sua rotina de viúva bela recatada e do lar acaba se apaixonando por seu jardineiro gostosão (Rock Hudson), e é condenada pela sociedade por isso. Quando abre mão de seu amor por seus filhos (que mesmo a repreendendo, eles ironicamente mal dão atenção pra mãe), resolvem dar de presente para ela um aparelho de TV novinho. A tela espelha toda a tristeza de Jane, e o que deveria trazer o mundo e o lazer para dentro de casa, reflete a jaula em que ela se encontra, sozinha. E como diz Howard Beale em Network, num de seus discursos de profeta maluco, é essa caixa preta que vai moldar as gerações que a assistem, e ele relembra o povo: a realidade somos nós, e a televisão e todos que estão nela são ilusão, eles mentem, e fazem de tudo para acreditarmos nessas mentiras, e para que as incorporemos, e de repente é essa caixa preta que dita nosso modo de ser, de pensar e de se comportar. 

 

MAS OK, VOLTANDO: nessa pegada mais realista e inovadora de mostrar a realidade, Network critica essa caixa preta (hoje cada vez mais fina e com a tela cada vez maior) que até hoje continua tendo grande poder e influência sobre nossas vidas, e mesmo décadas depois vemos claramente a manipulação dos veículos midiáticos todos os dias, e não só na televisão mas na internet, na imprensa escrita, e assim vai. Acho que não poderia ter um diretor melhor como Sidney Lumet, que em sua filmografia como um todo sempre tratou de temas pungentes como a fragilidade da justiça, das instituições e da corrupção na sociedade como um todo, quase sempre em Nova York acompanhando o ritmo caótico da metrópole, extraindo performances memoráveis do elenco de seus filmes e com narrativas vigorosas. Podemos lembrar de filmes marcantes como Um dia de cão, com Al Pacino no papel de um ladrão que tenta assaltar um banco mas tudo acaba num grande circo fomentado pela mídia horas a fio; ou 12 homens e uma sentença com Henry Fonda como o jurado que discorda dos outros onze sobre a sentença suposta por todos de que o réu é realmente culpado e tenta convencer todos os jurados, em um clima de tensão crescente, que o réu pode ser inocente.

E uma coisa interessante é que o roteirista do filme, Paddy Chayesfsky, trabalhou e começou sua carreira na televisão, e provavelmente por sua experiência que ele conseguiu criar um roteiro tão mordaz como o de Network. Além desse filme, Paddy escreveu o roteiro de filmes emblemáticos como Marty, The Catered Affair (ambos com Ernest Borgnine, o último também com Bette Davis e Debbie Reynolds), Middle of the Night (com Fredric March e Kim Novak) e The Americanitazion of Emily (com Julie Andrews e James Garner). Não sou lá grande especialista mas nesses filmes sinto um gosto bem sagaz e espirituoso, desde uma pitada mais cômica até um ritmo melancólico, sobre as relações humanas, sempre pessoas complexas, solitárias e bem reais.


Eu falei monte de coisa e nem falei da história. Rede de intrigas já começa com várias telas e falas uma por cima da outra, e já prenuncia o ritmo frenético televisivo que está totalmente personificado na personagem de Faye, a cabeça da emissora do longa, Diana Christensen, uma espécie de Sonia Abrão que ama  morte, caos e destruição em troca de audiência. Mas enfim: tudo começa quando Howard Beale (Finch em atuação que lhe rendeu um Oscar póstumo de Melhor Ator), um âncora de jornal veterano, é demitido pela baixa audiência de seu programa. Desolado, Beale despiroca e resolve anunciar o seu suicídio ao vivo, o que faz os índices de audiência irem às alturas! Diana percebe uma possibilidade de salvar a emissora usando Beale e sua insanidade para criar a imagem de profeta louco. O ápice é quando Beale fala a famosa frase: I AM MAD AS HELL AND I AM NOT GOING TO TAKE THIS ANYMORE! 






Beale desconta toda sua raiva e insatisfação com a vida e a realidade e convoca todos a irem gritar em suas janelas, e é incrível que o povo faz e vira tudo um caos. Vejam a cena aqui:


https://www.youtube.com/watch?v=0XXsfG8OAqA


Ele fala de ''nova depressão'', crise, desemprego, inflação, e não pude deixar de lembrar da nossa realidade atual, e lembro como a mídia aproveita um período turbulento para inflar um discurso de ódio e revolta na população (gritando nas janelas, ~~batendo panelas~~) sem reais intensões de mudar algo, mas para manipular a população e garantir a audiência e o próprio poder. Mas no filme por sua vez a revolta contra o establishment é apenas para criar um circo que atraia o público, que vê uma figura insana mas na verdade eles não refletem profundamente sobre o que ele está dizendo, e quando Beale começa a falar demais e a ir contra os interesses dos poderosos que o criaram, esses mesmos é que o vão destruir. 




Enquanto Howard enlouquece e o povo grita nas janelas que estão loucos, Diana surta com os grandes índices de audiência, e resolve então com a aprovação do chefe Frank (Robert Duvall, mais novo mas já careca) o The Howard Beale Show, que é o freak show que eu mencionei, cheio de personalidades malucas e Beale bradando como uma espécie de pastor evangélico da nossa Tv. Junto a isso, para salvar a audiência da emissora,  temos  ''A Hora de Mao Tsé-Tung'' que é um programa com terroristas radicais sob a liderança da revoltada Laureen Hobbs (Marlene Warfield). Num diálogo memorável, Diana e Laureen se apresentam uma para a outra:

''Olá, eu sou Diana Christensen, uma lacaia racista do circo do Tio Sam''

'' Sou Laureen Hobbs, uma comunista negra badass''

''Parece a base de uma amizade duradoura''. 



Parênteses mega desnecessário: reparem na Conchata Ferrell, famosa por participar de Two and a Half Men super nova fazendo uma ponta no filme:


Nesse caos todo, há o personagem de William Holden, Max. Ele se recusa a participar no circo que virou o culto a Beale, e acaba sendo demitido da emissora. Porém, nasce entre Max e Diana um tórrido affair, mesmo com a diferença de idade e as personalidades opostas, a atração é enorme (eu shippo, tenho que dizer). Ele até larga sua mulher (Beatrice Straight) para ficar com Diana, mesmo sabendo que o relacionamento não pareça ter futuro. Alguns dizem que o romance entre os dois é algo bem descartável para a trama, mas eu acho interessante o romance dos dois florescer a ao longo do filme ir sucumbindo com os rumores que o caos de Beale vai tomando, e a busca incessante de Diana por audiência e sucesso contrasta com Max que é mais uma voz da razão e dos sentimentos, algo que Diana, televisão personificada, não conhece pois é vazia emocionalmente. Numa cena engraçada, Diana e Max fazem amor enquanto ela não para um minuto de falar sobre índices de audiência e programação; até enquanto eles transam ela continua falando num ritmo frenético sobre índices e trabalho até o fim. Em um momento do filme, Max diz para Diana:

''Você é a televisão encarnada, Diana: indiferente ao sofrimento; insensível à alegria. Toda a vida é reduzida a escombros comuns de banalidade. Guerra, assassinato, morte são todos iguais a você como garrafas de cerveja. E o negócio da vida diária é uma comédia corrupta. Você até mesmo quebra as sensações de tempo e espaço em frações de segundo e replays instantâneos. Você é loucura, Diana. Loucura virulenta. E tudo que você toca morre com você.''



Os discursos de Beale tornam-se cada vez mais perigosos quando começam a contestar as políticas da emissora, e suas falas depreciativas sobre a vida e desumanização da sociedade começam a fazer a audiência cair (as pessoas só querem sensacionalismo, de ambos os lados). Os chefões que criaram a figura louca de Beale resolvem dar um fim nele. É impressionante como os cabeças das grandes corporações usam as pessoas como bem entendem, visando apenas os próprios interesses: criam heróis, profetas, usam as pessoas assim como as descartam, ajudam a colocar e a tirar pessoas do poder (segura essa marimba, Rede Globo). Não só criam salvadores da pátria como usam o próprio povo como massa de manobra. Os programas abusam das emoções reais dos seres humanos apenas pela audiência, banalizando os sentimentos humanos e tornando tudo matéria de entretenimento barato. E mesmo com o passar do tempo, a televisão continua a mesma em muitos aspectos. Como o documentário Muito Além do Cidadão Kane trata o Domingão do Faustão, ''uma mistura de música, olimpíadas bobocas e catástrofes domésticas''. E reparem que mesmo décadas depois o formato do programa (além de muitos outros) continua exatamente o mesmo. Desde programas com sentimentalismo barato ou tratando as pessoas que nem lixo, uma busca louca pela fama a qualquer preço, programas de humor forçados, reality shows cada vez mais apelativos, novelas que sempre são enredos reciclados com modelos pagando de atores, e principalmente os telejornais que mostram a notícia da forma que bem entendem sob a fachada de imparcialidade e focados na informação, nos enchem com um padrão de como a vida deve ser, comerciais por toda a parte, aquelas mensagens batidas de ''siga seus sonhos'' e toda aquela obrigação de ser feliz quando na verdade não somos e talvez nunca seremos,  e nos enchem de ilusões e nos fazem acreditar nessas mesmas ilusões, enquanto nos distanciamos da nossa própria realidade, da nossa essência, e a forma de vermos o mundo real é através das mentiras que a televisão nos enfia goela abaixo. Seja pagando de imparciais politicamente corretos ou sendo super escrachados e barulhentos, eles só querem a sua audiência, independente das consequências. Beale berra: A televisão não é a verdade!


O filme abocanhou quatro Oscars: melhor roteiro original, melhor atriz para Dunaway, melhor ator para Finch (infelizmente póstumo pois o ator faleceu após o filme), melhor atriz coadjuvante para Beatrice Straight (num dos recordes de vitória por menor tempo na tela: ela apareceu por volta de cinco minutos durante todo o filme).



Uma curiosidade que eu fiquei sabendo: parece que Rede de intrigas sempre foi um filme que as emissoras evitaram de passar e até tentam evitar a sua circulação (!). O filme está disponível em DVD no Brasil e na internet pode ser visto com legendas aqui no link, VEM GENTE:


https://vimeo.com/47323848


Por razões óbvias, o que menos querem os chefões é que você pare de assistir aqueles filmes babacas que passam mil vezes seja na tv aberta ou paga e pare para assistir um filme realmente bom que faça você pensar sobre a sua realidade. Afinal, não precisa ser petralha comunista anarquista de extrema esquerda ultra radical e o cacete voador pra apenas parar um pouco e entender o quanto a mídia manipula as pessoas diariamente e que o sistema em si é uma bosta colossal. Desligada a televisão, a única coisa que resta é a tela preta e o seu reflexo nela.

Uma coisa que eu percebo é que estamos muito preguiçosos para ir atrás da informação, mesmo com recursos mil, o que talvez aumente nossa preguiça de ir atrás mesmo e sair do conforto de sair curtindo e compartilhando manchete sensacionalista, ou um post chamativo sem parar pra realmente ler sobre o que está acontecendo ou se aquilo de fato é real. E parar de ficar apenas em uma única fonte de informação sem parar para questionar se aquilo realmente condiz com a realidade. Por favor, VAMOS LER !!! E principalmente: parar para pensar, refletir. Ao invés de ir atacando e ficar naquelas discussões intermináveis de Facebook que nunca vão a lugar nenhum, que são mais batalhas de egos do que verdadeiros diálogos. Uma coisa que eu ouvi outro e dia e concordo: NÃO à ditadura do discurso único. Onde há diálogo se apenas um discurso é o certo? Isso é ditadura. E o que ditadores mais temem são livros, são pessoas que pensam. Por isso eu digo que uma revolução não se faz com armas, mas com livros (e filmes, claro <3).

Por razões óbvias, o que menos querem os chefões é que você pare de assistir aqueles filmes babacas que passam mil vezes seja na tv aberta ou paga e pare para assistir um filme realmente bom que faça você pensar sobre a sua realidade. Afinal, não precisa ser petralha comunista anarquista de extrema esquerda ultra radical e o cacete voador pra apenas parar um pouco e entender o quanto a mídia manipula as pessoas diariamente e que o sistema em si é uma bosta colossal. Afinal, não devemos pensar em ''bobagens'', temos que calar a boca e trabalhar e parar de ser vagabundo, já diriam certas pessoas. Mas não, a gente tem que fazer o que a gente quiser, não o que os outros esperam de nós. Temos que aprender a parar de rotular tudo e ficarmos sempre na superfície sem nos aprofundarmos e irmos atrás da informação e de um maior conhecimento do mundo e de nós mesmos, sem que revistas e programas de TV continuem ditando como devemos pensar e nos enchendo de verdades absolutas, ditando como devemos agir e pensar e nos tornando tão quadrados como a própria televisão é. Quantos Howards Beales terão que morrer até pararmos de tornar a vida em um circo de horrores promovido não só pelos sedentos de poder quanto pelo público sedento de caos e destruição que ainda aplaude qualquer coisa e ainda acha engraçado? 


''Essa foi a história de  Howard Beale, o primeiro homem que morreu porque dava baixa audiência. ''





Faye participou recentemente do TCM Film Festival e deu uma entrevista sobre o filme e toda sua carreira antes de uma sessão do filme. Agora em 2016 Rede de intrigas completa 40 anos, e continua atual e ainda mais empolgante do que em sua época de lançamento. Aos que reclamam de filme antigo blá blá blá, o ritmo é perfeito, ao mesmo tempo que é crítica mordaz balanceia muito bem os momentos cômicos com os dramáticos, tudo em uma atmosfera de grande ironia e cinismo, os diálogos são excelentes, as atuações magníficas e não tem como sair da sessão sem refletir sobre o quanto o filme diz respeito a nossa realidade. Enfim, filme foda é aquele que você termina como uma outra pessoa, não que muda a sua vida mas que pelo menos sai com você e faz você parar para pensar sobre o mundo ao seu redor. 


E é isso, noviços,  aproveitando o espaço eu grito aqui aos sete ventos da Internet:

A VERDADE É DURA, A REDE GLOBO APOIOU A DITADURA !!!!!!!! Como já disse no meu post anterior sobre a Leila Diniz , através do apoio do jornal O Globo os Marinho conseguiram com apoio do grupo Time (americanos porque afinal os Estados Unidos são sempre a cabeça dos golpes contra governos de esquerda) e assim a emissora foi fundada. Agora apoia um golpe não militar, mas jurídico midiático, isto é, os juristas são corrompidos, partidários, e julgam como bem entendem, e a mídia é conivente com a corrupção e defende os símbolos do capitalismo  (que por sinal já mostra sinais de colapso com tantas crises), EUA e Cia. A mídia (não só a Rede Golpe, mas o grupo Abril com aquela aberração vulgo Veja que mais parece um tabloide neonazista, o Estadão e a ''Falha'' de São Paulo) varre o que não lhe convém mostrar para debaixo do tapete, enquanto ataca e ainda manipula o povo a derrubar quem vai contra seus interesses, sempre sob a fachada de imparcial e politicamente correta mas escondendo seus reais interesses de manter seu monopólio sobre o Brasil e suas políticas sórdidas que apoiam governos ditatoriais e neoliberais, e sua imprensa chapa branca é totalmente conivente com a corrupção dos partidos e políticos que a mesma apoia veladamente. Vejam em Network os chefes da emissora e os políticos discutindo e decidindo o fim de Howard Beale, que já estava perigoso demais, convocou a população a floodar a Casa Branca contra medidas que envolviam a própria emissora e os seus negócios, e sendo ele não mais rentável devido à baixa audiência, os chefes convocam o exército de terroristas do outro programa para exterminá-lo (ao vivo!). Não é preciso armas, vejam como a televisão e a imprensa conseguem manipular a opinião pública, quando deveria mostrar as coisas como elas realmente são e nos deixaram criar nossas próprias opiniões. Através da sua manipulação descarada mostravam o período da ditadura como se fosse um período de flores (não à toa o Médici parava pra assistir Jornal Nazional dizendo que era ótimo depois de um dia longo de trabalho ver como o Brasil estava tranquilo, isso no auge da repressão). Por fim, postando novamente o ótimo documentário Muito Além do Cidadão Kane para vermos como a mídia manipuladora é um câncer na sociedade.

https://www.youtube.com/watch?v=PiV-i-fcxHw


Mas alguém avisa que a audiência deles só vai cair e que aos poucos ninguém cai na conversa deles mais, e as novelas deles estão uma bosta. Como levar um jornaleco como O Globo a sério quando ele previu que os Beatles não durariam nem seis meses??  (LOL). Dou nem seis meses para os golpistas, mas isso é outra história. Viva as séries, netflix, internet, dvds, youtube , torrents da vida, golpistas não me representam, Faye não anda ela desfila, e essa crítica ficou péssima! Não sou petista, mortadela é uma delícia e minha mamata não vai acabar porque Capitão von Trapp me sustenta muito bem com Criterions, obrigada!

Enfim, beijos de luz e até a próxima. Não faça golpe, assista filmes!

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